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NOTÍCIAS AMBIENTAIS

 

Dia Mundial da Água: bilhões não têm acesso à água e sabão

 

Neste domingo (22), quando se comemora o Dia Mundia Mundial da Água, todas as atenções estão voltadas para a luta contra o novo coronavírus (Covid-19) e um cuidado de higiene é fundamental para evitar pegar a doença e propagar o vírus da Sars-cov-2: lavar corretamente as mãos. Mas, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), duas em cada cinco pessoas em todo o mundo não têm instalações básicas para se lavar as mãos, de acordo com os dados mais recentes.

Conforme o Unicef, 40% da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, não têm lavatório com água e sabão em casa e quase três quartos das pessoas nos países menos desenvolvidos não têm instalações básicas para lavar as mãos em casa.

O Unicef afirma ainda que 47% das escolas, que abrigam 900 milhões de crianças em idade escolar, não têm um lavatório adequado.

Nos estabelecimentos de saúde de todo o mundo, 16% não tinham banheiros funcionais ou instalações para lavar as mãos nos pontos de atendimento onde os pacientes são tratados.

"Lavar as mãos com sabão é uma das coisas mais baratas e eficazes que você pode fazer para proteger você mesmo e os outros contra o coronavírus, bem como contra muitas outras doenças infecciosas. No entanto, para bilhões, mesmo as medidas mais básicas estão simplesmente fora de alcance", disse Sanjay Wijesekera, diretor de Programas do Unicef.

O fundo apresentou ainda outros dados que mostram a precariedade dos serviços de saneamento básico em todo o mundo. Na África ao sul do Saara, 63% da população nas áreas urbanas, ou 258 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos. Na Ásia Central e Meridional, 22% da população nas áreas urbanas, ou 153 milhões de pessoas, não têm acesso à lavagem das mãos; quase 50% dos bengaleses urbanos, 29 milhões de pessoas, 20% dos indianos urbanos, ou 91 milhões de pessoas, carecem de instalações básicas para lavar as mãos em casa.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-03/dia-mundial-da-agua-bilhoes-nao-tem-acesso-agua-e-sabao

 

 

Novas regras para recolhimento de lixo eletrônico

 

Assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, o decreto 10.240 de 2020 que estabelece as regras para implementação do sistema de logística reversa para produtos eletroeletrônicos. O texto regulamenta o mecanismo previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, para que os fabricantes e importadores desses itens se responsabilizem pelo descarte de forma a reduzir os impactos no meio ambiente.

As empresas podem se associar para a criação de entidades gestoras que vão fazer o trabalho de divulgação e operação do sistema de logística reversa. Pelo decreto, cada companhia vai participar do financiamento na mesma proporção do tamanho dela no mercado. Há a possibilidade ainda das empresas criarem seus mecanismos de coleta de produtos de forma individual.

É importante que fabricantes e importadores disponibilizem uma rede para que os consumidores levem os eletroeletrônicos fora de uso para o descarte adequado. Essa destinação final deve garantir que os componentes dos aparelhos não contaminem o meio ambiente. Está prevista a possibilidade de reciclagem desses materiais, uma vez que muitas das matérias-primas tem alto valor e podem ser reaproveitadas.

O decreto estipula que a constituição das entidades que vão fazer a gestão da logística reversa seja feita ainda este ano, até o dia 31 de dezembro. Assim, a partir de 2021, devem começar a ser instalados os pontos de coleta e a divulgação do sistema aos consumidores.

O sistema deve ser implantado, até 2025, nos 400 maiores municípios do país. O cronograma é gradativo. Em 2021, primeiro ano de funcionamento, deve ser atendidas 24 cidades e absorvido 1% do lixo eletrônico. São Paulo é o estado que deverá ter maior participação, com oito dessas localidades, no primeiro ano, e 95 ao fim do calendário de consolidação. A estimativa é que, em cinco anos, 17% dos aparelhos sejam recolhidos.

As cidades deverão ter, no mínimo, um ponto para cada 25 mil habitantes. A previsão é que em 2025 existam cerca de 5 mil pontos de coleta no país. Esses locais vão receber de forma gratuita os aparelhos para serem descartados.

 

Fonte:https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/entenda-novas-regras-para-recolhimento-de-lixo-eletronico

 

Senado vai analisar novo marco regulatório do saneamento em 2020

 

O Senado deve receber nos próximos dias o Projeto de lei da Câmara que estabelece o novo marco regulatório do saneamento básico (PL 4.162/2019). Este PL será um dos primeiros itens analisados pelos senadores em 2020.

O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2019. O seu conteúdo se equipara as medidas provisórias 844/2018 e 868/2018, que não mais valem, e PL 3.261/2019, arquivado para dar espaço a este PL. O texto tem a finalidade de centralizar a regulação dos serviços de saneamento na esfera federal, instituir a obrigatoriedade de licitações e regionalizar a prestação a partir da montagem de blocos de municípios.

O modelo proposto agiliza o envolvimento de empresas privadas, sendo esta ideia o ponto que tem dificultado as negociações. O projeto de lei define como prioridade para o recebimento de apoio federal para os municípios que realizarem concessão ou privatização.

 

Novo Regulamento de Logística Reversa no Estado de São Paulo

Foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 25.10.2019, a Decisão de Diretoria (DD) nº 114/2019, editada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a qual revoga a DD CETESB nº 76/2018 e atualiza o procedimento para a incorporação da logística reversa no âmbito do licenciamento ambiental.
 
A DD CETESB nº 114/2019 continua vinculando a comprovação da logística reversa ao licenciamento ambiental ordinário realizado pela CETESB, conforme linhas de corte progressivas para os seguintes produtos e embalagens:
 
- Óleo lubrificante, para a logística reversa do óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC) e de suas embalagens plásticas;
- Baterias automotivas;
- Pilhas e baterias portáteis;
- Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e luz mista;
- Pneus, para logística reversa de pneus inservíveis;
- Agrotóxicos, para a logística reversa de suas embalagens vazias;
- Tintas imobiliárias, para a logística reversa de suas embalagens.
- Óleo comestível;
- Filtro de óleo lubrificante automotivo;
- Produtos alimentícios, para a logística reversa de suas embalagens;
- Bebidas, para a logística reversa de suas embalagens;
- Produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, para a logística reversa de suas embalagens;
- Produtos de limpeza e afins, para a logística reversa de suas embalagens;
- Produtos eletroeletrônicos de uso doméstico e seus acessórios, com tensão até 240 Volts;
- Medicamentos domiciliares, de uso humano, para a logística reversa dos respectivos medicamentos vencidos ou em desuso e suas embalagens.
 
As novidades da DD CETESB nº 114/2019 concentram-se na forma de cumprimento da logística reversa e de sua comprovação à CETESB, incluindo a disciplina da comprovação de logística reversa via nota fiscal ou certificado de reciclagem de embalagens em geral (CRE) e a redefinição das metas quantitativas (de retorno) e geográficas (de abrangência territorial).

 

Vazamento de Óleo nas Praias do Nordeste

 

O surgimento de óleo nas praias do nordeste começaram a acontecer desde o dia 30 de agosto deste ano. A origem deste óleo continua até agora sem ser descoberta, aponta-se possíveis causadores como naufrágio, acidentes e vazamentos de embarcações transportando petróleo.

A partir do início de setembro foram tomadas providências por Órgãos federais, estaduais e municipais para tentar minimizar os impactos do óleo derramado nas praias. O IBAMA, a ANP, Petrobrás e outros Órgãos vem atuando nesta séria questão ambiental.

As manchas apareceram em aproximadamente 2000 Km de extensão nas praias do nordeste atingindo cerca de 200 localidades. A Marinha do Brasil informou que já foram retiradas 900 toneladas de óleo em praias do Nordeste. Oceanógrafos relatam que os danos do óleo no litoral do Nordeste vão durar décadas.

A Marinha do Brasil do Brasil está investigando a origem do óleo derramado e a Polícia Federal está realizando a investigação criminal.  

O Ministério da Saúde, através da Secretaria de Vigilância em Saúde lançou o informe: Derramamento de petróleo na costa brasileira - Recomendações para a população e profissionais de saúde, que pode ser acessado pelo seguinte link: INFORME

 

Estado do Rio de Janeiro regulamenta pontos de entrega voluntária de sistemas de logística reversa

O Instituto do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro - INEA editou a Resolução 183/19 que trata sobre a inexigibilidade de licenciamento ambiental de pontos de entrega voluntária - PEVs dos sistemas de logística reversa.
 
De acordo com a Resolução, os PEVs são locais disponibilizados pelo comércio tendo por finalidade o recebimento, controle e armazenamento temporário dos produtos e embalagens em fim de vida devolvidos pelos usuários até que esses materiais sejam transportados para o beneficiamento, a reciclagem ou a destinação final ambientalmente adequada.
 
Esta Resolução autoriza os PEVs dos sistemas de logística reversa a armazenarem os seguintes tipos de resíduos:
  1. pilhas e baterias portáteis;
  2. óleo vegetal;
  3. pneus inservíveis;
  4. óleos lubrificantes e suas embalagens;
  5. lâmpadas;
  6. produtos eletroeletrônicos e seus componentes;
  7. embalagens de solventes, óleos e tintas imobiliárias;  e
  8. medicamentos domiciliares.

 
O uso de Etanol evitou a emissão de 535 milhões  toneladas de CO2 em 16 anos

União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA)divulgou no Dia Mundial do Meio Ambiente, um levantamento inédito sobre a contribuição do etanol de cana-de-açúcar na redução da emissão de gases causadores de efeito estufa (GEE).

Segundo cálculos da instituição, entre março de 2003 até fevereiro de 2019, o consumo de etanol (anidro e hidratado) reduziu as emissões de GEE em 535 milhões de toneladas de CO2eq. Para atingir a mesma economia de CO2, seria preciso plantar quase 4 bilhões de árvores nos próximos 20 anos.

MMA lança painel sobre Legislação Ambiental

 

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) acaba de lançar o Painel Legislação Ambiental para facilitar o acesso mais rápido e eficiente a todo esse arcabouço legal. No painel, disponibilizado no site do Ministério, as pessoas poderão ter acesso a 1.764 atos normativos ambientais de âmbito federal, incluindo leis, decretos, portarias, resoluções e instruções normativas

A legislação ambiental brasileira é muito ampla, contempla inúmeras áreas, sendo regida por diferentes atos normativos e abarca a atribuição de vários órgãos. Dessa forma, ficará facilitado o acesso às normas buscadas pelos interessados. 

Pode ser obtida facilmente todas as informações que precisar sobre atos legais ambientais, como Leis Federais e medidas adotadas pelo MMA e autarquias vinculadas: Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, como também daqueles emitidos por Órgãos colegiados como o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

A consulta pode ser feita por assunto, por tipo de documento ou por ano de publicação (de 1964 a 2019).

O conteúdo é útil a todos aqueles que necessitam conhecer a Legislação Ambiental. Para ter acesso ao painel clique aqui.

Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou a  Portaria n° 412/19 dispondo sobre a implementação do Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos – SINIR

 

A PORTARIA Nº 412, DE 25 de junho de 2019 implementa o Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - SINIR.

O Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos - SINIR está disponível no sítio eletrônico, devendo os Estados, o Distrito Federal e os Municípios ali disponibilizarem anualmente as informações necessárias sobre os resíduos sólidos sob sua esfera de competência, conforme previsto no Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Fica instituído o prazo final de 31 de dezembro de 2019 para o envio de informações referentes ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018. A partir de 2020, o prazo final para o envio das informações referentes ao período de 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano anterior será 30 de abril. 

O SINIR possibilitará a avaliação dos resultados, dos impactos e o acompanhamento das metas dos planos e das ações de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos nos diversos níveis, informando à sociedade a respeito das atividades realizadas na implementação da PNRS.

O SINIR disponibilizará periodicamente o diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no País, alem de apresentar as informações sob a competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

O Ministério do Meio Ambiente manterá no sítio eletrônico manual com orientações para cadastramento de dados e informações no SINIR.

 

ANP estabelece critérios para a definição das metas individuais de redução de emissões no âmbito da RenovaBio

 

Foi publicada no Diário Oficial da União em 14/06/2019, a RESOLUÇÃO Nº 791/19 (791/19) pelo Ministério de Minas e Energia/Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Essa Resolução dispõe sobre a individualização das metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa - GEE para a comercialização de combustíveis, no âmbito da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Nela são definidos, os critérios para individualizar as metas compulsórias anuais de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa -GEE a serem impostas aos distribuidores de combustíveis fósseis. As metas serão calculadas proporcionalmente às emissões de GEE considerando a participação do distribuidor no mercado de combustíveis fósseis.

Até 31 de março de cada ano, a ANP definirá as metas individuais as quais vigorarão até 31 de dezembro de cada ano. As metas para o ano de 2019 serão publicadas na página da ANP (www.anp.gov.br) até o dia 1º de julho de 2019. 

A ANP publicará anualmente, em sua página na internet, o percentual de atendimento à meta individual por cada distribuidor de combustíveis e as respectivas sanções administrativas e pecuniárias aplicadas.

 

União regulamenta recuperação energética de resíduos sólidos urbanos

 
PORTARIA INTERMINISTERIAL  nº 274/2019 de 30.04.2019, disciplina a recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos como previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010).
 
A recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, que são os domiciliares e os de limpeza urbana, constitui-se numa das formas de destinação final. No entanto, essa destinação, embora ambientalmente correta, requer comprovação de sua viabilidade, seja técnica, ambiental e econômico-financeira quanto à implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos, devidamente aprovado pelo órgão ambiental pertinente.
 
Qualquer unidade dedicada ao tratamento térmico de resíduos sólidos urbanos com recuperação de energia térmica gerada pela combustão, denomina-se Usina de Recuperação Energética -URE. Essas usinas reduzem volume e periculosidade, e, ainda, preferencialmente serão associadas à geração de energia térmica ou elétrica, 
 
A citada Portaria Interministerial estabelece diretrizes operacionais para as UREs, e torna obrigatória a elaboração de plano de contingência e de plano de emergência, como também o plano de desativação previamente ao encerramento das atividades.

Esta Portaria está contida na página AMBIENTE, sub-página Legislação Ambiental deste site.

 

Danos ao meio ambiente provocam 1 em cada 4 mortes prematuras, diz ONU

Uma em cada quatro mortes prematuras e por doenças no mundo estão relacionadas com a poluição e outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem, alerta a ONU em um relatório sobre o estado do planeta.

A poluição atmosférica, os produtos químicos que afetam a água potável e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma espécie de epidemia mundial, segundo o texto, que adverte ainda para os efeitos negativos sobre a economia.

O relatório, que em inglês tem o título Global Environment Outlook (GEO) e contou com a participação de 250 cientistas de 70 países durante seis anos, destaca ainda uma brecha crescente entre países ricos e pobres: o consumo excessivo, a poluição e desperdício de alimentos no hemisfério Norte precipitam a fome, a pobreza e as doenças no Sul.

Ao mesmo tempo que aumentam as emissões de gases que provocam o efeito estufa e, em consequência, o aquecimento do planeta, os desastres climáticos como as secas e fortes tempestades devem aprofundar a vulnerabilidade de bilhões de pessoas.

O Acordo de Paris de 2015 aspira limitar o aquecimento global a +2 ºC, e se possível a +1,5 ºC, na comparação com a era pré-industrial.

Mas não existe nenhum acordo internacional equivalente sobre o meio ambiente e os impactos sobre a saúde da poluição, do desmatamento e de uma cadeia alimentar industrializada são menos conhecidos.

Desastres de origem natural

Fonte: http://portalms.saude.gov.br/vigilancia-em-saude/vigilancia-ambiental/vigidesastres/desastres-de-origem-natural/ 

Os desastres de origem natural são causados por processos ou fenômenos naturais que podem implicar em perdas humanas ou outros impactos à saúde, danos ao meio ambiente, à propriedade, interrupção dos serviços e distúrbios sociais e econômicos. A Vigilância em Saúde Ambiental Associada aos Desastres de Origem Natural (Vigidesastres) atua no desenvolvimento de ações adotadas continuamente pela saúde pública visando à redução do risco de exposição da população, da infraestrutura e dos profissionais de saúde aos impactos ocasionados por desastres de origem natural, classificados como:

  • Geológicos (ex.: deslizamentos, erosão e terremotos);
  • Hidrológicos (ex.: inundação, enxurradas e alagamentos);
  • Meteorológicos (ex.: ciclones, tornados, ondas de calor);
  • Climatológicos (ex.: seca, estiagem e incêndio florestal); e
  • Biológicos (ex.: epidemias, infestações e pragas).

Cada desastre é único e tem características e efeitos diferentes sobre a saúde, uma vez que existe uma relação direta entre o tipo de evento que resulta num desastre e seus efeitos sobre a saúde.

Os danos à saúde não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo do desastre em si, pois dependem também das condições sanitárias do local. Isso significa que muitos danos podem ser evitados mediante ações preventivas.

LEI 12.334/2010

Esta Lei estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens destinadas à acumulação de água para quaisquer usos, à disposição final ou temporária de rejeitos e à acumulação de resíduos industriais, cria o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens e altera a redação do art. 35 da Lei no 9.433, de 8 de janeiro de 1997, e do art. 4o da Lei no 9.984, de 17 de julho de 2000.

Dentre os objetivos desta Lei, cita-se o seu Artigo 3º inciso I, in verbis:

"garantir a observância de padrões de segurança de barragens de maneira a reduzir a possibilidade de acidente e suas consequências";  

Com relação à fiscalização, o seu Artigo 5º define com clareza todos os Órgãos envolvidos, conforme transcrito a seguir:

"Art. 5o  A fiscalização da segurança de barragens caberá, sem prejuízo das ações fiscalizatórias dos órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama): 

I - à entidade que outorgou o direito de uso dos recursos hídricos, observado o domínio do corpo hídrico, quando o objeto for de acumulação de água, exceto para fins de aproveitamento hidrelétrico; 

II - à entidade que concedeu ou autorizou o uso do potencial hidráulico, quando se tratar de uso preponderante para fins de geração hidrelétrica; 

III - à entidade outorgante de direitos minerários para fins de disposição final ou temporária de rejeitos; 

IV - à entidade que forneceu a licença ambiental de instalação e operação para fins de disposição de resíduos industriais."

Destaca-se, ainda, nesta Lei o seu Artigo 8º , o Plano de Segurança da Barragem que estabelece os seus componentes. 

Outras partes importantes da Lei são a criação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), as necessárias Educação e Comunicação e Competências dos Órgãos fiscalizadores, dentre outros. 

É dever, apresentar esta Lei que trata com bastante seriedade a questão das barragens e todos os cuidados relativos sua perfeita operação e manutenção, bem como uma gestão de risco, salientando que o seu cumprimento seria uma boa forma de evitar-se acidentes da monta do que ocorreu em Brumadinho. 

Esta lei está disponível no seguinte link: LEI 12.334/2010  

CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS - REALIDADE OU FANTASIA?

Sim, as construções sustentáveis são uma realidade e oferecem muitas vantagens em relação aos padrões convencionais. Elas possibilitam uma menor agressão ao meio ambiente somado a um retorno econômico viável. A busca pela minimização de resíduos e uma alta eficiência nos materiais construtivos é condição primordial numa construção sustentável.

A matéria-prima deve ter origem reciclável e renovável, utilizando-se madeira de reflorestamento, plástico e concreto reciclável, etc. Um projeto de construção sustentável deve estimular baixos consumos de água e de energia e, ainda, garantir a mínima produção de resíduos, evitando desperdícios e diminuindo custos de armazenamento, transporte e destinação final.

O projeto deve ser concebido para o local da construção, valorizando-se aspectos construtivos que aproveitem as características naturais, aproveitando os recursos ambientais da melhor maneira possível, como a ventilação e a iluminação. Nesse sentido, o projeto definirá o melhor aproveitamento dos elementos disponíveis, devendo-se, entre outras coisas, atentar para a posição das janelas, disposição dos espaços da casa, etc. A instalação de telhados verdes e proximidade com a vegetação podem ajudar nesse objetivo.

O retorno econômico pode ser alcançado pela diminuição da demanda por sistemas de climatização, quando se valoriza o conforto térmico natural, e, pelo aproveitamento da iluminação disponível. A implantação de sistemas de captação de água da chuva, ou reuso de água para descargas, limpeza e aguação, possibilita uma boa economia na conta de água.

  

Estado do Rio de Janeiro regulamenta sistema de logística reversa de embalagens


 
 
Foi publicada no dia 05.11.2018, no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, a Lei nº 8.151, que institui o sistema de logística reversa de embalagens e resíduos de embalagens no âmbito do território fluminense, de acordo com o previsto na Lei Federal nº 12.305/2010 e no Decreto Federal nº 7.404/2010.
 
O financiamento, a implantação e a operacionalização do sistema de logística reversa, de acordo com essa lei, dar-se-á mediante um conjunto de ações, programas, investimentos, suporte técnico e institucional pelas empresas que produzem, importam ou comercializam embalagens ou produtos embalados no Estado. Essas ações serão realizadas, prioritariamente, em parceria com cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis.
 
As empresas que produzem, importam ou comercializam embalagens ou produtos embalados no Estado do Rio de Janeiro são responsabilizadas pelo gerenciamento e financiamento da logística reversa desses materiais, na proporção da quantidade de embalagens que, comprovadamente, coloquem no mercado estadual.
 
Terão, também, obrigações de acordo com esta Lei Estadual, distribuidores e comerciantes que não possuem estabelecimentos no Estado, inclusive os que atuam em plataforma eletrônica (e-commerce), assim como os que vendem à distância ou por catálogo e os que possuem modelos de negócio sem acesso ao consumidor final.

 

Cidade do interior de SP passa a usar gás do esgoto como combustível

Fonte: http://pontosms.com.br/noticias/cidade-do-interior-de-sp-passa-a-usar-gas-do-esgoto-como-combustivel/ 

Veículos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP,  passaram a circular com um novo tipo de combustível em Franca, no interior paulista. No lugar de etanol e gasolina , a frota agora é abastecida com um biogás feito com base no tratamento de esgoto. A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Franca foi equipada com um biodigestor que capta diariamente 2.500 m³ de biogás, capaz de produzir biometano suficiente para substituir 1.500 litros de gasolina. 

A iniciativa – já em uso na Europa – é pioneira por aqui e foi possível graças a uma parceria da Sabesp com o Instituto Fraunhofer, da Alemanha. O sistema na estação de tratamento envolve a remoção das impurezas e umidade do esgoto, com o aumento da concentração de metano. Após todo um processo, surge o biometano, que será usado como combustível na cidade paulista de 350 mil habitantes. Ele começou a ser desenvolvido através do convênio firmado pela estatal, e o custo é de R$ 7,4 milhões, sendo mais de R$ 5 milhões aplicados pelo governo alemão por meio da Iniciativa Internacional